quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Zózimo, o homem que soube viver ou Zózimo, um homem justo

Zózimo era homem de poucas palavras
Mas fazia valer cada uma delas
Era sempre o que desse na telha
Sorria na fartura, sorria na miséria

Gostava tanto da vida
Que dizia querer chegar aos cento e dez anos
Brincava falando sério
Falava sério brincando

Era um homem que não se escondia num canto
Fazia de cada momento um pedaço inesquecível
Diziam as más línguas que Zózimo não tinha juízo
Queriam mesmo era como Zózimo ter vivido

Gastou seus últimos tostões na quimera
De deixar para os seus filhos um mundo melhor
Pois assim se sentia: pai do mundo
E agora sem Zózimo, o mundo é um mundo pior

Na sua lápide havia poucas palavras
Mas simples como Zózimo, tudo diziam
“Aqui jaz um grande homem,
Que soube viver com alegria”

(Jorge)

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