Parte I
De que nome posso chamar o sol?
Sol mesmo?
Desculpe, não conheço o ventre de onde veio
É um mamífero, ou o que será?
Como ele se reproduzirá?
Sol que ilumina grande cenário de dementes
Pouco conheço sobre ti
Sei que és único
Assim como cada rosa
Entre tantas num imenso jardim
Assim como cada homem que habita o planeta
Como cada gota de água
Que cai nos dias de chuva
Como cada nuvem no céu
Cada rabisco no mesmo papel
Sessenta anos é um bom tempo pra se apegar a este lugar
E no fim todos terminam viajando sem malas
Não querem saber se você está pronto
Talvez você já esteja pronto
Parte II
Cada um mergulhou numa triste ilusão
As ostras sofrem para dar pérolas
Assim como as feitas pela costela de Adão
E pérolas valem mais que bebês?
Não se sabe para onde o vento vai
A qualquer instante ele muda de direção
Exatamente como nós
O vento talvez tenha se perdido também
As águas estão furiosas com tanta perturbação
A espera de um comando
As promessas serão quebradas?
E quem irá escrever com um lápis sem ponta?
E quando a morte chegar?
Será mais uma decepção?
Então espere só mais um pouco
Aprenda esperar mais um pouco
Que tantos segredos irão se revelar
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