terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O grito taciturno do homem vegetal

O silêncio na mesa
Molesta excessivamente meus ouvidos
Sinto uma dor veemente e profunda
Paro, penso, grito!

Grito um grito mudo
Mas grito tudo
Grito tudo que está preso
Na minha garganta inútil

Durmo um sono profundo
O sono de uma estátua
Que não dorme nunca
Que nunca está acordada

(Jorge)

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