Escondendo os rostos cada vez mais tristes
São concretos sobre concretos
Que decerto não preenchem o vazio de suas almas
Nas vias eu vejo máquinas
Transitando suas carcaças bem vestidas
Falso é o júbilo que aparentam
Os verdadeiros escravos de coisas inanimadas
Quão morta é a vida desta gente que se acha
Merecedoras do cetro do poder mundano
Enfeitadas como uma árvore de natal
Não compreendem tamanho desengano
E quão néscia é a tradição destes falsos moralistas
Que enxergam a plebe como almas sujas
Viram o ano vestidos de branco
Escondendo o ódio no bolso da blusa
Com uma excessiva insatisfação compreendi
Que a vida passou a ser uma mera jogada
Tostões, patrimônios, situações definidas
Um eterno baile de máscaras
Por isso espero não permanecer aqui
Diante de tanta falsidade
Vendo o homem ficando cada vez mais podre
Se tornando cada vez mais carne
(Jorge)

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