Se no seu peito brada um coração faminto
Na inquietude do misto ódio e amor
Se o seu corpo balança, estremece, acorda e adormece
Na dança inebriada que fulgura a própria vida
Se a sua alma vaga no intrínseco labirinto do seu ser
Verte suas lágrimas de emoção
E grita aos quatro cantos do mundo
Com o regozijo de quem tem o poder dos camaleões
Grita, depois fica mudo
Veste-se, depois fica desnudo
Que a Terra gira
Que a chuva vem e vai a todo instante
Que o Nilo é tão belo sendo a cada milésimo de segundo outro
Pois os rios correm e nunca são os mesmos
(Jorge Rêgo)
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