Não há como compreender tamanhas barbaridades
Os atos mais parvos são realizados pela própria humanidade
Criticam um mesmo Deus que crucificaram
Dando ao ilustre Barrabás a certeza da impunidade
Não se assuste ao ver a violência impregnada nos jornais
A barbárie do homem não é nenhuma novidade
E na esquina te espera um homem esquisito, desconhecido
Portando uma arma e o semblante da maldade
Quão nua e crua se mostra toda esta malignidade?
Qual a gênese desta escória venal?
Temo que o home pós-contemporâneo
Torna-se cada vez mais animal
(Jorge Rêgo)

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