segunda-feira, 22 de março de 2010

Todos desiguais, tão iguais

Os mesmos vermes que comeram Cristo

Buda, Einstein e Mozart

Irão devorar a minha carne quando eu morrer

E então restarão apenas os meus ossos

E alguns finos fios de cabelo

Esse é o destino de todos os cadáveres

Seja o de um gênio ou o de um burro

De um preto, de um branco, de um pobre, ou de um rico

De um assassino sem escrúpulos

De um mártir

Ou até mesmo de um santo

Pois o homem corpo

É bicho que se consome

Depois de morto

Os vermes indistintamente comem


(Jorge Rêgo)

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