Os mesmos vermes que comeram Cristo
Buda, Einstein e Mozart
Irão devorar a minha carne quando eu morrer
E então restarão apenas os meus ossos
E alguns finos fios de cabelo
Esse é o destino de todos os cadáveres
Seja o de um gênio ou o de um burro
De um preto, de um branco, de um pobre, ou de um rico
De um assassino sem escrúpulos
De um mártir
Ou até mesmo de um santo
Pois o homem corpo
É bicho que se consome
Depois de morto
Os vermes indistintamente comem
(Jorge Rêgo)

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